Eu não tinha problemas em partilhar um apartamento com 3 outras pessoas bem perto do local de trabalho já que a renda estava abaixo daquilo que se vê no arrendamento de outros quartos na Portela e podia ir a pé para o trabalho nos dias em que não posso levar o carro para o estacionamento da empresa por ainda não ter tempo de casa suficiente para poder ter estacionamento permanente. No entanto, a entrada de outras pessoas na casa trouxe problemas ao nível da limpeza da casa, acabando eu por ouvir também dos meus senhorios sobre a falta de limpeza na casa.
Perante isto, e tendo em conta que já na casa partilhada onde vivi anteriormente também acabou por haver alguns problemas fruto da vinda de gente com menos respeito pelos outros que partilham a casa, e tendo sabido que o programa Porta 65 foi alargado para até aos 35 anos, acabei por decidir procurar um espaço para mim só.
Já sabia que, tendo em conta os preços praticados à volta do aeroporto (e muito além das proximidades deste), iria muito provavelmente ter que passar a utilizar transportes para ir para o trabalho e voltar. O que não antevia era a dificuldade em encontrar um espaço mesmo indo para locais a quase 30km do local de trabalho.
Para além dos preços junta-se a quantidade de pessoas a procurar o mesmo e os pedidos de fiadores, algo que até aqui julguei apenas existir nos casos de empréstimos para a compra de habitação e não julguei possível sequer de existir no caso dos arrendamentos.
O facto de a família viver em Coimbra não ajuda nada quando se tem que competir com pessoas que têm esses familiares que podem servir de fiadores a viverem em distâncias bem mais próximas, e que desse modo podem acordar com os senhorios as condições de forma muito mais célere.
Ao fim de mais de um mês lá consegui então encontrar um T1 no Forte da Casa, localidade no concelho de Vila Franca de Xira a cerca de 20km de Lisboa. Infelizmente isto aconteceu mesmo antes de eu entrar em férias, o que é irónico uma vez que comecei a ver casas para mim quando faltava mais de um mês para as férias exactamente para evitar fazer tudo em cima das férias, julgando vir a demorar bem menos tempo.
Pago um mês e meio de renda e uma caução duplicada por não ter fiador, passei para a fase seguinte (e não menos cmplicada): preparar a casa para estar pronta a habitar assim que voltasse das férias, já que teria que deixar o quarto onde estava ao fim de menos de 2 dias após regressar de uma viagem intercontinental. O contrato de fornecimento de água foi-me recusado por o ter tentado fazer antes de o mesmo entrar em vigor, pelo que quando voltei das férias a casa ainda não tinha água. Os contratos de luz e gás implicavam visitas de técnicos a casa que só seriam possível alguns dias após ser feito o contrato, coincidindo caso o fizesse antes das férias com o período no qual iria estar ausente do país, o que o tornou impossível de fazer antes de partir de férias. Felizmente a luz nunca chegou a ser cortada desde a saída dos inquilinos anteriores, mas o gás estava já cortado.
Depois colocou-se a questão do mobiliário: casa apenas tinha uma cama de casal sem colchão, sofás (uma grande e dois pequenos) e uma escrivaninha. Felizmente há websites de compra e venda de produtos em segunda mão, o que facilitou um pouco os custos, comprando novos apenas os elementos de menor valor.
Mas o mais doloroso para as finanças foram (e ainda são) os electrodomésticos. O facto de ser de Coimbra e de lá existir uma loja outlet de uma cadeia de lojas de electrodomésticos, havendo entre os artigos vendidos artigos com desconto por terem algumas inconformidades (riscos, falta de caixa, pequenas amolgadelas, etc.) possibilita também a aquisição de artigos a um preço por vezes de pouco mais de metade do preço normal, sendo o custo do transporte e entrega dos artigos maiores igual quer seja para o outro lado da rua quer seja para o Algarve. Mesmo assim o custo ainda é assim elevado.
Neste momento aguardo apenas pela máquina de lavar roupa para me ser entregue em casa.
Já em relação à distância entre casa e trabalho não há muito a fazer: ou se vai de carro ou se vai nos transportes públicos. Para já vou de carro no primeiro mês para ver se me compensa ou não ter passe.