É provável que quem me conheça venha a estranhar o facto de estar a colocar um artigo sobre a oportunidade de se visitar uma igreja, tendo em conta o meu ateísmo assumido, e também que me venham a questionar sobre o porquê de no título colocar o nome da iniciativa e não o nome do espaço.
Vamos começar pelo segundo ponto: na verdade o que está aqui em causa é mais a iniciativa em si do que o próprio templo. Esta é uma iniciativa do padre Edgar que para além de ter concorrido com a proposta da restauração do património artístico e arquitectónico para o orçamento participativo da autarquia, e ter a mesma sido aceite, está também a promover o conhecimento do mesmo, organizando visitas guiadas e dando a mostrar aos visitantes, ao vivo, os trabalhos de restauração de uma pintura enquanto os mesmos são feitos. Estas visitas são gratuitas mas há sempre o apelo para que se ajude o templo (já que o montante disponibilizado por si mesmo não será suficiente para todo o trabalho) através de esmolas, compra de velas (0,50€ cada), da compra de telhas (20€ cada), ou da compra de biscoitos de São Cristóvão (3,50€ cada saco).
O primeiro ponto é o seguinte: mesmo que não se seja crente de uma determinada religião não se deve só por isso rejeitar o conhecimento do património material ou imaterial ligado ao mesmo, e muito menos se deve rejeitar a oportunidade de se ficar a saber como o trabalho de restauro de pinturas se processa.
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