segunda-feira, 30 de março de 2020

Estado de emergência, dia 11

Mais um dia de estado de emergência, mais um dia para dar uma pequena ajuda (a que posso dar) à economia). E depois, também há que questionar em relação à saúde da população sobre os possíveis malefícios físicos e mentais e se passar dias inteiros dentro de casa. No entanto, não descarto a toma de cuidados perante a situação, nomeadamente o distanciamento social.
No dia anterior notei que os autocarros da Rodoviária de Lisboa também estavam a fazer as pessoas entrarem pela porta de trás e a não deixar validar o bilhete. Consultei o website deles e pude confirmar que não estavam de todo a cobrar, e então decidi aproveitar para fazer algo que posso nunca mais ter oportunidade de fazer na vida: andar na RL de borla. Chegado a Lisboa, já sabia que com a Carris é a mesma situação, e o meio de transporte urbano que me faltava era o electrico.


Uma consequência ecológica negativa do estado de emergência (entre outras positivas).


Confirma-se. A RL não está mesmo a cobrar títulos de transporte.




Chegada à Gare do Oriente.


Mais um supermercado, mais uma fila. Nada ainda em comparação com o que vi na Venezuela.


Há quarentenas e quarentenas.



A Avenida Infante D. Henrique pela Estação de Santa Apolónia.


Campo de Santa Clara, mesmo por baixo do Panteão Nacional.



O Campo de Santa Clara pelo local onde se costumava realizar a Feira da Ladra.




















Por Alfama.






Coisas que se conseguem descobrir quando não há quase pessoas pela rua.


A Rua da Madalena.


O electrico, o meio de transporte público urbano que me faltava experimentar com esta borla.













Desde o Cais do Sodré até Alcântara.


Coisa que muito dificilmente seria permitida se não fosse o coronavirus.


Eles andam aí, mas não sei a fazer o quê. Segundo relato de uma passageira do autocarro do qual me encontrava esperar, houve uma situação em que pessoas estariam a cuspir de propósito para outras pessoas, e eles não fizeram nada.



O coronavirus tens muitas coisas más. Na verdade, o vírus em si tem tudo de mau. Mas pode haver algumas coisas positivas (neste caso, não levem a sério o que escrevo): para além das coisas negativas que conhecemos, há também o facto de o distanciamento social fazer as pessoas terem que ir a pé no autocarro quando há lugares ainda disponíveis (mas com pessoas mesmo ao lado); pela positiva, o facto de assim que se arranja lugar se poder colocar a mochila mesmo ao lado sem esperar que ninguém venha a reclamar o lugar.

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