Mais um dia de estado de emergência, desta vez a um domingo. Não me passava pela cabeça estar a ir para a capital, apesar de o facto de trabalhar no aeroporto até poder ajudar a enganar as autoridades em caso de abordagem, no entanto, necessitava de comprar coisa e o Pingo Doce no Forte da Casa encontra-se em obras. Assim sendo, as opções seriam a de ir a Alverca, inevitavelmente de carro, uma vez que as obras na N10 tardam em ser concluídas, ou ir à Póvoa de Santa Iria, onde neste caso poderia ter uma deslocação monótona de carro ou ir antes a pé, e poder reparar em coisas pelo caminho nas quais muito dificilmente se reparam com o movimento tanto dos carros quanto das pessoas.
A minha opção recaiu sobre o ir a pé, e não me arrependi, e deu-se mesmo o caso de reparar em muitas coisas nas quais ainda não tinha reparado ao fim de mais de 2 anos a viver no Forte da Casa e a deslocar-me quase diariamente a Lisboa. Mas não vos vou encher com fotografias dessas coisas, que são laterais ao assunto deste artigo, que é do panorama de mais um dia do país em estado de emergência.
A N10 no Forte da Casa, irreconhecível mesmo para um domingo.
O estacionamento paralelo à N10 no Forte da Casa, sem estar cheia de carros estacionados.
Um estabelecimento que, vedando o espaço não essencial para o serviço de take-away, poderia estar aberto, e outro que é o único em todo o Forte da Casa especializado no take-away que se encontra aberto.
A rotunda que une o Forte da Casa e a Póvoa de Santa Iria.
Ou muito me engano ou as obras de Santa Engrácia na N10 parecem ter avançado mais após a declaração de estado de emergência no país.
Já na Póvoa de Santa Iria, um estabelecimento que, sendo especializado no take-away, poderia estar aberto mas decidiram fechar.
Uma farmácia que pela distância em que coloca os clientes em espera quer fazer jus ao seu nome de Farmácia Higiénica.
A estação ferroviária da Póvoa de Varzim, irreconhecível mesmo para um domingo.
Rua junto à linha de comboio na Póvoa de Santa Iria, a qual não cotuma ter muito movimento mas também não costuma ter tão pouco ao ponto de se poder andar no meio da estrada a tirar fotografias.
A N10 na Póvoa de Santa Iria, atípica, mesmo para um domingo.
Uma coisa na qual tenho reparado desde que começam a ser implementadas as medidas preventivas contra o coronavirus foi no reforço da segurança nas superfícies comerciais, como neste caso se verificou até com a presença da polícia no Pingo Doce da Póvoa de Santa Iria.
Mais ao lado, mensagem à entrada no Lidl da Póvoa de Santa Iria. Sinceramente, neste caso julgo que teria sido melhor terem suspenso a publicação do referido folheto, até mesmo para evitar o contágio do coronavirus através dos mesmos.
Já dentro do mesmo Lidl, o panorama era este.
Mais um pouco ao lado, e mensagem na entrada do Intermarché. E eu que nunca tinha imaginado que dentro daquele espaço pudessem estar em dia normais 75 pessoas!
Dentro do espaço, o panorama era este que se vê nas fotografias acima. Mais uma vez, a secção dos produtos de limpeza e do papel higiénico a ter problemas com a reposição de stocks.
Distanciamento social a não esquecer, nem que para isso se coloque uma corrente.
Posto de abastecimento irreconhecível, mesmo para um domingo.
Não satisfeito em ter feito uma ronda por 3 supermercados diferentes na Póvoa de Santa Iria, decidi subir um pouco a rua que vai a Via Rara.
Uma imagem do viaduto do IC2 em Santa Iria da Azóia, que mesmo a um domingo muito dificilmente se conseguiria obter se não fosse a situação excepcional em que estamos a viver.
De novo na N10, nos seus últimos metros no concelho de Loures e antes de entrar no concelho de Vila Franca de Xira.









































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