domingo, 22 de março de 2020

Estado de emergência, dia 3

Terceiro dia após a declaração de estado de emergência, e o primeiro que num dia de folga para mim.
Tinha ficado a saber que o Metropolitano de Lisboa e a Carris não estavam a controlar os bilhetes dos passageiros para evitarem tanto o contacto com os motoristas e o pessoal da bilheteira, quanto para evitarem que o coronavirus se pegue através das máquinas de venda automática e das filas. Para além disso, não sei se no meu tempo de vida vou voltar a ter a oportunidade de ver uma cidade quase deserta sem nos casos que pude ver na Venezuela. 

 

Acordar de manhã e não ter a habitual feira que se realiza às quartas-feiras e aos sábados em frente de casa, e poder estacionar o carro na noite anterior em lugares reservas a cargas e descargas sem ter medo de o mesmo vir a ser rebocado.



Uma churrasqueira no Forte da Casa com serviço apenas em take-away que poderia estar aberta mas decidiu fechar.


Entrada no centro de Lisboa pela Avenida Gago Coutinho.


Estacionamento na Alameda D. Afonso Henriques sem a presença de arrumadores de carros.


Autocarro a confirmar que não há bilhetes de bordo para ninguém, mas a não confirmar a borla.


Será que os caixotes do lixo também estão de quarentena?


Caminhada pela Avenida Duque de Ávila e fila para o Pingo Doce nessa mesma artéria.



Avenida da República e Praça do Saldanha.


Avenida Fontes Pereira de Melo.

 

Mercado 31 de Janeiro aberto.




Avenida da Liberdade com alguém a aprovitar esta oportunidade para poder correr num piso menos escorregadia que a calçada portuguesa.


Praça dos Restauradores.



O Rossio com o Teatro Nacional D. Maria II encerrado, e com a sua entrada já ocupada por sem-abrigos, assim como o seu edifício inteiro bem pintado mas desocupado pelo qual passei já bastantes vezes mas que, talvez devido à habitual grande movimentação de gentes no local, nunca tinha reparado no estado.


Com esta pandemia do coronavirus e consequente diminuição no movimento de pessoas, os canais de Veneza até podem estar a ficar com água cristalina mas, por outro lado, a restrição da abertura da restauração apenas ao serviço em take-away está a fazer aumentar o lixo produzido pelo maior consumo de material descartável.



A Rua Augusta e o seu arco.



A Rua da Conceição.












A Praça do Comércio, vulgo e teimosamente ainda chamada de Terreiro do Paço, e o Cais das Colunas.












Pude confirmar que também no metropolitano não estão a obrigar os passageiros a pagar o bilhete. A certa altura da viagem tive uma carruagem inteira só para mim.





O Martim Moniz e o início da Rua da Palma.


A Avenida Almirante Reis.


As fitas no autocarro a vedarem o acesso ao motorista (e à validação do título de transporte).


Os pedintes de semáforo também não fazem quarentena.

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