terça-feira, 24 de março de 2020

Estado de emergência, dia 5

Primeiro dia de trabalho após o estado de emergência ter sido na plenitude das suas medidas (ou assim o dizem). Trabalhando numa companhia aérea, há que ir para o trabalho, e pese embora se esteja a pensar em aplicar o tele-trabalho no meu serviço, essa opção não me atrai grandemente. No entanto, tendo que me deslocar a Lisboa, quis aproveitar para levantar uma encomenda de uns produtos de sobras de loja que fiz através de uma app destinada a tal. Essa loja encontra-se em plena Baixa Pombalina, o que me deu mais uma oportunidade para usufruir do metropolitano gratuito.
Já de noite, depois de sair do trabalho, foi altura de ir buscar uma outra encomenda de produtos de sobras de restaurantes, feita através de uma outra app para evitar despedícios. Desta vez aproveitei a borla na Carris.


Mais um amanhecer no Forte da Casa em estado de emergência, estado esse que não só não impede (e ainda bem) que o café do outro lado da rua esteja aberto, pese embora as restrições no acesso ao mesmo, como também não impede que haja veículos estacionados em segunda fila.



Em estado de emergência as obras na N10 não só não param como até parecem avançar a um ritmo superior ao lentíssimo ritmo anterior.


E, graças a isso, eu posso ter um lugar para estacionar o carro no recinto em dias úteis.







As chegadas agora são mesmo só para as chegadas, para quem lá trabalha, e mais nada.







A estação do Aeroporto, irreconhecível.


Quando se tem uma carruagem quase só para nós.



Gratuito ou a pagar, o metropolitano de Lisboa não o seria sem o lixo.


A estação do Oriente, habitualmente onde as carruagens ficam sobrelotadas.



A estação de São Sebastião nunca dever sido uma estação tão fácil para um cego.



A estação do Terreiro do Paço, onde com ou sem pessoa se sente sempre o cheiro a mar.


Cruzamento da Rua da Alfândega com a Rua dos Fanqueiros.



A Rua dos Fanqueiros.


A tal loja onde iria buscar uma encomenda de fruta através de uma app contra o desperdício alimentar, mas onde pelos vistos não havia fruta para levantar. Enfim! O que vale é que não paguei o bilhete do metropolitano.



A Rua da Prata.



A estação Baixa-Chiado.


Um autocarro quase só para mim (foi só para mim na maior parte do tempo) para depois de sair do trabalho ir buscar sobras de sushi a um restaurante que vende sobras também através de uma outra app contra o desperdício alimentar.


Uma coisa boa de os espaços de restauração só poderem estar abertos para serviço em take-away é a de as sobras não serem assim, digamos... tão sobras. Depois há o lado negativo de uma pessoa ter que esperar do lado de fora para evitar o contágio com o coronavirus. Felizmente já não está assim tão frio.

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