sábado, 4 de abril de 2020

Estado de emergência, dia 16

Segundo dia em "lay-off" e primeiro dia do renovado estado de emergência. Tive conhecimento de que entre os dias 9 e 14 de Abril estão interditas as deslocações fora do concelho de residência, medida, que gostaria de saber como pensam aplicar nos casos em que de um lado da rua é um concelho e do outro já é outro concelho, como acontece muitas vezes nas áreas metropolitanas (entre Algés e Belém, os Olivais e a Portela, Moscavide e Parque das Nações, Prior Velho e aeroporto, por exemplo), e então decidi aproveitar os últimos dias em que posso-me deslocar para ir à capital de autocarro e ir buscar sobras de comida a estabelecimentos comerciais que as disponibilizam através de app.




Paragens dos autocarros nas chegadas do aeroporto.


A Avenida Fontes Pereira de Melo.


O Marquês.


O Parque Eduardo VII.



A Avenida Eng. Duarte Pacheco.





Fila para o Auchan no Amoreiras Shopping Center.


A Praceta Mota Pinto.


Entrada para espaço onde se faz quarentena voluntária tornada em abrigo para quem por o não ter não tem como fazer quarentena, seja voluntariamente seja involuntariamente.


Infelizmente, o maior policiamento em estado de emergência não impede que haja quem por quase não haver movimento de veículos pense que pode estacionar como quer.


A Rua das Furnas, em São Domingos de Benfica.


A Estrada de Benfica, em São Domingos de Benfica.



Parece que a quarentena do jardineiro não teve ainda consequências de monta para o jardim.


Em Sete Rios, em frente ao Jardim Zoológico.


Alameda D. Afonso Henriques, onde alguém aproveitou o silêncio do movimento dos veículos para meditação.


Cimo da Alameda Afonso Henriques, no lado do IST.


A Avenida Almirante Reis entre a Alameda D. Afonso Henriques e o Areeiro.


Foi preciso o coronavirus e a consequente gratuitidade nos transportes públicos para ficar a saber o local a partir do qual em Lisboa partem os autocarros da RL para o Forte da Casa.


Sobre estas operações stop, alegamente para apanharem pessoas a violarem as interdições de circulação com o estado de emergência, há muito sobre o qual se pode falar, a começar pelos horários e pontos escolhidos, como é o caso dos horários das deslocações pendulares de muitas pessoas que têm que continuar a ir para o local de trabalho e os pontos nevrálgicos dessas deslocações. 
Neste caso em específico, foi provocada uma fila de trânsito na Ponte Vasco da Gama no sentido norte-sul por uma operação stop a uma hora em que muitos habitantes na chamada Margem Sul regressam do seu trabalho em Lisboa, sendo que esta situação de acumulação de trânsito e de interacção entre agentes e automobilistas se podem elas mesmas se tornarem propícias a contágios.



Uma coisa parece o coronavirus ter conseguido: fazer com que no dia de reabertura de uma superfície comercial após obras as pessoas se comportem de forma disciplinada (mas também é verdade que se encontrava à porta um agente da PSP).


Um balcão de "take-away" improvisado.

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